Até quando vou aceitar que decidam minha vida por mim, eu não sei, mas hoje, pela manhã, doeu.
Doeu saber que ainda insisto no velho sapato que aperta o meu calo e dói estar dolorida assim.
Eu ouço com atenção, e até sigo como ordenado, pois obviamente é o certo, mas pra que ser dessa forma? Assim, torna o que era pra ser bonito e crescente, algo rápido e doloroso. Faz de uma caminhada, uma luta.
Uma luta minha, pra ser alguém que eu nunca desejei ser. O alguém, aparentemente, perfeito.
E eu, que passei a noite querendo entender, debruçada na janela, observando o farol e sentindo na pele que nada por aqui é realmente meu. Mas meus desejos se parecem com o horizonte, no qual, sempre vai estar perto mas inalcançável.
Eu olhava e até achava bonito, aquilo que meus olhos viam, mas era tudo tão distante e tão complicado. Ao mesmo tempo a TV ligada, e pessoas dando depoimentos de suas vidas e suas conquistas e aquele blá blá blá de sempre. Aquilo me deu náuseas.
É aquele caminho que a gente sabe muito bem como é. Cheio de obstáculos, subidas e descidas, mas como prêmio final: reconhecimento.
Mas se a nossa vida se baseia em seguir o que a sociedade, nossos pais, as leis, nos impõem, pra que serve o mar? O que ele faz nas horas vagas, quando nos esquecemos dele?
O que o sol sempre faz quando me recuso a abrir minhas janelas e os seus raios luminosos ficam limitados às paredes que construímos, tijolo por tijolo, todos os dias?
Não seria mais fácil viver de troca de favores ao invés de troca de papeis sujos e tão perecíveis quanto o jornal de hoje?
Mas eu novamente aceitei o que impuseram sobre mim.
Eu olhava e até achava bonito, aquilo que meus olhos viam, mas era tudo tão distante e tão complicado. Ao mesmo tempo a TV ligada, e pessoas dando depoimentos de suas vidas e suas conquistas e aquele blá blá blá de sempre. Aquilo me deu náuseas.
É aquele caminho que a gente sabe muito bem como é. Cheio de obstáculos, subidas e descidas, mas como prêmio final: reconhecimento.
Mas se a nossa vida se baseia em seguir o que a sociedade, nossos pais, as leis, nos impõem, pra que serve o mar? O que ele faz nas horas vagas, quando nos esquecemos dele?
O que o sol sempre faz quando me recuso a abrir minhas janelas e os seus raios luminosos ficam limitados às paredes que construímos, tijolo por tijolo, todos os dias?
Não seria mais fácil viver de troca de favores ao invés de troca de papeis sujos e tão perecíveis quanto o jornal de hoje?
Mas eu novamente aceitei o que impuseram sobre mim.




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