É difícil imaginar o fim das coisas. Perder o controle delas, é pior ainda.
É deprimente, angustiante.
Bom mesmo, é estar livre de qualquer obrigação, é não impor nada.
É por isso que te digo: Não espere muito de mim. Não espere beijos apaixonados, juras de amor, poesias, um outdoor com a nossa foto, no meio da cidade, declarações de amor em uma praça, enquanto você toma sorvete e a calda de kiwi suja a sua roupa.
Não espere versos de amor, nem músicas que lembrem a nossa história. Não espere que eu te responda quando você me pedir.
Tudo isso pode ser lindo, e é, mas conviva com a ideia de que, talvez, nos tornemos desconhecidos, um dia, quem sabe!?
Te aprisionar, seria fatal e você é tão mais lindo livre.
Hoje estou dizendo pra mim que te amo. Estou convicta que seu abraço é tão confortante, que preciso de você aqui, que passo horas imaginando como seria acordar com você ao meu lado, que sinto falta do seu cheiro, que faz bem segurar sua mão quando está frio, que você é o homem mais incrível que já conheci. Hoje estou dizendo isso, mas não espere muito de mim. Não prometo nada, pois não sei ser previsível.
Mas fazer tudo isso, é te interromper, te brecar, te privar de seguir comigo, te estacionar na beira da estrada, eu prefiro te eternizar. Sem muitas exigências. Assim. Simplismente.
Não espere nada de mim, só me espere.
A gente não precisa se entregar nesse frenesi louco, das coisas tortas. Amor não é esse tipo de entrega que a gente acostumou a ver, obsessiva, destrambelhada. O amor é um fruto maduro, com doçura exata: nem muito doce, nem muito amargo.
Eu optei por te amar assim, então, não espere muito de mim.
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